Comentários e notícias sobre o esperanto, política linguística e comunicação internacional
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
(idiomas) Papa pede perdão por exclusão de indígenas no México
Missa do papa Francisco no Chiapas foi rezada em idiomas indígenas.
REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
O papa Francisco lamentou nesta segunda-feira (15) a exclusão sofrida pelas populações indígenas no México. Durante sua passagem pelo Chiapas, o estado menos católico do país, o sumo pontífice lançou um apelo para que a sociedade peça perdão pelas condições de vida impostas aos índios.
"Muitas vezes, de maneira sistemática e estrutural, os vossos povos (indígenas) foram alvo de incompreensão e excluídos da sociedade. Alguns consideraram inferiores seus valores, cultura e tradições, (...) e isso é muito triste. O que nos faria bem, a todos nós, seria um exame de consciência e aprender a pedir perdão", declarou o pontífice.
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Apenas 33% dos professores de inglês das escolas públicas têm proficiência
Com 1350 entrevistas realizadas, estudo relata desafios e oportunidades para a melhoria do ensino da língua inglesa nas escolas públicas brasileiras
O Instituto Plano CDE, especializado em pesquisa com foco no universo das classes C, D e E, desenvolveu um estudo encomendado pelo British Council para analisar os principais desafios do ensino do inglês na educação básica da rede pública brasileira. Segundo o levantamento, a proporção de professores que não possuem proficiência é expressiva, apenas 33%. Os dados quantitativos e análises qualitativas relacionadas ao dia a dia do professor de inglês no Brasil sinalizam que a exigência sobre o nível de proficiência na língua ainda é muito baixa, pois, no País, os certificados não são necessários para o cotidiano do educador.
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O Instituto Plano CDE, especializado em pesquisa com foco no universo das classes C, D e E, desenvolveu um estudo encomendado pelo British Council para analisar os principais desafios do ensino do inglês na educação básica da rede pública brasileira. Segundo o levantamento, a proporção de professores que não possuem proficiência é expressiva, apenas 33%. Os dados quantitativos e análises qualitativas relacionadas ao dia a dia do professor de inglês no Brasil sinalizam que a exigência sobre o nível de proficiência na língua ainda é muito baixa, pois, no País, os certificados não são necessários para o cotidiano do educador.
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
México: 'Náhuatl' será reconhecida como língua litúrgica
Cidade do México (RV) – O Papa Francisco receberá a Bíblia traduzida em tzeltal e tzotzil, duas línguas indígenas maia, no final da missa dedicada aos indígenas que celebrará em 15 de fevereiro em San Cristobal de Las Casas, no México. A entregar o livro ao Pontífice será um sacerdote jesuíta, Eugenio Maurer, de 88 anos.
Cerca de 100 mil participarão da missa. No altar, haverá uma representação da pirâmide maia de Palenque, e as leituras serão feitas em várias línguas nativas. Também está prevista uma dança ritual. No final da cerimônia, como antecipado pelo bispo de San Cristobal, Dom Felipe Arizmendi, o Pontífice emitirá um decreto de reconhecimento do ‘náhuatl’, idioma usado por mais de um milhão e 700 mil pessoas, como língua litúrgica.
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Cerca de 100 mil participarão da missa. No altar, haverá uma representação da pirâmide maia de Palenque, e as leituras serão feitas em várias línguas nativas. Também está prevista uma dança ritual. No final da cerimônia, como antecipado pelo bispo de San Cristobal, Dom Felipe Arizmendi, o Pontífice emitirá um decreto de reconhecimento do ‘náhuatl’, idioma usado por mais de um milhão e 700 mil pessoas, como língua litúrgica.
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Reconhecimento do idioma berbere na Argélia
Argélia aprova reformas para o pós-Bouteflika
Documento que prevê revisão constitucional vai passar a limitar mandatos presidenciais a apenas dois. Bouteflika, que chegou à presidência da Argélia em 1999, cumpre atualmente o quarto mandato
ALBERTO CONCEIÇÃO
O Parlamento da Argélia aprovou, ontem, uma série de reformas constitucionais, entre elas a limitação a dois mandatos presidenciais consecutivos e o reconhecimento do berbere como língua oficial do país. O documento foi apresentado na Assembleia e no Senado e teve a aprovação de 499 deputados e senadores, o voto contra de dois, e a abstenção de 16.
As reformas tinham sido prometidas pelo Presidente Abdelaziz Bouteflika na sequência dos acontecimentos que fizeram desencadear a Primavera Árabe, em 2011, nos países vizinhos. Com estas medidas, o mandato de Bouteflika passa a ter fim à vista, numa presidência que dura já há 16 anos. O estado de saúde do chefe de Estado é precário, tendo havido quem questionasse a sua capacidade para a última reeleição, em 2014.
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Documento que prevê revisão constitucional vai passar a limitar mandatos presidenciais a apenas dois. Bouteflika, que chegou à presidência da Argélia em 1999, cumpre atualmente o quarto mandato
ALBERTO CONCEIÇÃO
O Parlamento da Argélia aprovou, ontem, uma série de reformas constitucionais, entre elas a limitação a dois mandatos presidenciais consecutivos e o reconhecimento do berbere como língua oficial do país. O documento foi apresentado na Assembleia e no Senado e teve a aprovação de 499 deputados e senadores, o voto contra de dois, e a abstenção de 16.
As reformas tinham sido prometidas pelo Presidente Abdelaziz Bouteflika na sequência dos acontecimentos que fizeram desencadear a Primavera Árabe, em 2011, nos países vizinhos. Com estas medidas, o mandato de Bouteflika passa a ter fim à vista, numa presidência que dura já há 16 anos. O estado de saúde do chefe de Estado é precário, tendo havido quem questionasse a sua capacidade para a última reeleição, em 2014.
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Argélia: reconhecimento do idioma usado pelos Berberes como língua oficial
Argélia: Reformas limitam mandatos presidenciais
Entre outras medidas, o país passará a ter uma comissão eleitoral independente.
Deputados argelinos na sessão que aprovou as reformas
Entre outras medidas, o país passará a ter uma comissão eleitoral independente.
Deputados argelinos na sessão que aprovou as reformas
Redacção VOA
08.02.2016 17:39
A Argélia adoptou um novo pacote de reformas constitucionais, que inclui a limitação de mandatos presidenciais para dois e o reconhecimento do idioma usado pelos Berberes como língua oficial.
O Parlamento aprovou as reformas, ontem, com 499 deputados a favor, dois contra e 16 abstenções. Alguns deputados boicotaram a votação.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Peru reconhece alfabeto de 31 idiomas indígenas
3 de fevereiro de 2016 -
Peru reconhece alfabeto de 31 idiomas indígenas
Ao longo de 2015, o Peru reconheceu oficialmente 31 das línguas indígenas existentes no país, onde espanhol é língua mãe de 83,9% dos habitantes. Instituições públicas deverão utilizar as grafias originárias, incluindo certidões bilingues de nascimento, casamento e óbito, se o cidadão exigir.
Por Daniella Cambaúva*, no Blog Rede LatinAmérica
No caso peruano, o reconhecimento desses alfabetos é feito por resolução do Ministério da Educação, válida a partir de sua publicação em Diário Oficial. A grafia mais recentemente oficializada, em 7 de janeiro de 2016, foi do kapanawa, falado por 400 pessoas da selva norte do país. Seu alfabeto tem 20 letras.
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Peru reconhece alfabeto de 31 idiomas indígenas
Ao longo de 2015, o Peru reconheceu oficialmente 31 das línguas indígenas existentes no país, onde espanhol é língua mãe de 83,9% dos habitantes. Instituições públicas deverão utilizar as grafias originárias, incluindo certidões bilingues de nascimento, casamento e óbito, se o cidadão exigir.
Por Daniella Cambaúva*, no Blog Rede LatinAmérica
O quechua é o idioma indígena mais falado
No caso peruano, o reconhecimento desses alfabetos é feito por resolução do Ministério da Educação, válida a partir de sua publicação em Diário Oficial. A grafia mais recentemente oficializada, em 7 de janeiro de 2016, foi do kapanawa, falado por 400 pessoas da selva norte do país. Seu alfabeto tem 20 letras.
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terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Inglês que não convence
por Jerry Mill
Já notou que todos nós temos ao menos um parente, um amigo ou vizinho que já estudou ou ainda estuda inglês – raramente outra língua? Mais interessante ainda é notar que mesmo que nunca frequentou uma escola regular (pública ou particular), curso livre ou uma faculdade/universidade certamente tem algumas centenas de palavras ou frases na sua bagagem cultural, adquiridas das formas mais óbvias ou inventivas ao longo da vida. Essas tais ‘noções’ costumam se originar do mundo do entretenimento, de maneira incidental, mas nem sempre produzem o resultado esperado.
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Já notou que todos nós temos ao menos um parente, um amigo ou vizinho que já estudou ou ainda estuda inglês – raramente outra língua? Mais interessante ainda é notar que mesmo que nunca frequentou uma escola regular (pública ou particular), curso livre ou uma faculdade/universidade certamente tem algumas centenas de palavras ou frases na sua bagagem cultural, adquiridas das formas mais óbvias ou inventivas ao longo da vida. Essas tais ‘noções’ costumam se originar do mundo do entretenimento, de maneira incidental, mas nem sempre produzem o resultado esperado.
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Reino Unido: Muçulmanas terão que aprender inglês ou serão deportadas
As muçulmanas que não aprenderem inglês de maneira suficiente podem ser deportadas do Reino Unido, advertiu o primeiro-ministro britânico, David Cameron.
O chefe de Governo também sugeriu um nível pobre de inglês deixa as pessoas "mais suscetíveis" a mensagens de grupos como a organização jihadista Estado Islâmico.
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O chefe de Governo também sugeriu um nível pobre de inglês deixa as pessoas "mais suscetíveis" a mensagens de grupos como a organização jihadista Estado Islâmico.
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Nação monoglota
O ensino de língua estrangeira no Brasil não ajuda a melhorar a baixa proficiência dos alunos; segundo ONG, apenas 5% são fluentes
THAIS PAIVA E TORY OLIVEIRA
Ver e rever o verbo to be. É assim que a estudante de construção civil, Mayara Ferreira, de 21 anos, define as aulas de inglês que teve durante o Ensino Fundamental e Médio, ambos cursados na rede pública. A estudante começou a ter aulas da língua estrangeira no sexto ano, mas a ausência de uma metodologia adequada e professores qualificados colaborou para que ela se formasse apenas com uma vaga noção do idioma. Entre suas principais queixas: a mesmice dos conteúdos, aulas baseadas na tradução e professores que pareciam não ligar para a evolução dos alunos. “Sempre gostei de estudar, mas as aulas de inglês não tinham credibilidade, era uma bagunça. No Ensino Médio, era comum os alunos saírem da sala quando ia ter aula. A gente pensava “não vamos aprender nada mesmo, vai ser verbo to be de novo”.
O desinteresse não acontece apenas na escola pública. Aluno do primeiro ano do Ensino Médio, Felipe Pessanha, de 15 anos, sempre estudou em escolas particulares em Belo Horizonte. Ele conta que adquiriu mais conhecimento sobre a língua inglesa sozinho do que na escola: “As aulas serviam só para aprender o básico e, mesmo assim, muitos alunos saiam sem entender nada. Quem quisesse realmente aprender alguma coisa tinha de procurar um curso ou pesquisar sozinho”.
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THAIS PAIVA E TORY OLIVEIRA
Ver e rever o verbo to be. É assim que a estudante de construção civil, Mayara Ferreira, de 21 anos, define as aulas de inglês que teve durante o Ensino Fundamental e Médio, ambos cursados na rede pública. A estudante começou a ter aulas da língua estrangeira no sexto ano, mas a ausência de uma metodologia adequada e professores qualificados colaborou para que ela se formasse apenas com uma vaga noção do idioma. Entre suas principais queixas: a mesmice dos conteúdos, aulas baseadas na tradução e professores que pareciam não ligar para a evolução dos alunos. “Sempre gostei de estudar, mas as aulas de inglês não tinham credibilidade, era uma bagunça. No Ensino Médio, era comum os alunos saírem da sala quando ia ter aula. A gente pensava “não vamos aprender nada mesmo, vai ser verbo to be de novo”.
O desinteresse não acontece apenas na escola pública. Aluno do primeiro ano do Ensino Médio, Felipe Pessanha, de 15 anos, sempre estudou em escolas particulares em Belo Horizonte. Ele conta que adquiriu mais conhecimento sobre a língua inglesa sozinho do que na escola: “As aulas serviam só para aprender o básico e, mesmo assim, muitos alunos saiam sem entender nada. Quem quisesse realmente aprender alguma coisa tinha de procurar um curso ou pesquisar sozinho”.
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domingo, 10 de janeiro de 2016
Peru reconhece alfabeto de 31 idiomas indígenas
Ao longo de 2015, o Peru reconheceu oficialmente 31 das línguas indígenas existentes no país, onde espanhol é língua mãe de 83,9% dos habitantes. Instituições públicas deverão utilizar as grafias originárias, incluindo certidões bilingues de nascimento, casamento e óbito, se o cidadão exigir.
No caso peruano, o reconhecimento desses alfabetos é feito por resolução do Ministério da Educação, válida a partir de sua publicação em Diário Oficial. A grafia mais recentemente oficializada, em 7 de janeiro de 2016, foi do kapanawa, falado por 400 pessoas da selva norte do país. Seu alfabeto tem 20 letras.
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